13 de Junho de 2021
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Profissionais do CREAS e Conselho Tutelar falam sobre abuso e exploração sexual infantil e importância do dia 18 de maio

Nesta terça-feira (18 de maio) reforça-se a conscientização sobre o Dia Nacional de combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. Diante da representatividade desta data, a Prefeitura Municipal de Jaicós, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS) e o Conselho Tutelar, destacaram a importância da campanha em prol da proteção das crianças e adolescentes.

 

O Dia 18 de Maio marca um crime bárbaro – Caso Araceli – que ocorreu em Vitória no Espirito Santo, em 1973. O caso envolveu uma criança de oito anos que foi raptada, estuprada e morta. O crime chocou o país.

 

No município Jaicós, a rede protetiva da criança e adolescente que envolve Secretaria de Assistência Social, CREAS, CRAS e Conselho Tutelar, realizou atividades para levar a mensagem de conscientização à população local. Um vídeo veiculado nas redes sociais reforça a importância de denunciar a violação de direitos contra crianças e adolescentes.

 

Em entrevista ao programa Manhã Clube, na rádio Clube FM de Jaicós, na nesta manhã (18/05), profissionais do CREAS e Conselho Tutelar falaram sobre o abuso e exploração sexual infantil e importância do dia 18 de maio.

 

Na entrevista o Assessor Jurídico do CREAS, advogado Pedro Henrique, abordou sobre a importância da campanha, como proceder após a identificação de um caso e sinais que crianças e adolescentes vítimas de violência podem manifestar.

 

Ele também destacou a diferença entre abuso e exploração sexual e falou sobre a importância de diferir os crimes para compreender a maneira como acontecem, a fim de alertar aqueles que desejam denunciar. “O abuso e a exploração sexual são espécies do gênero violência sexual, mas destoam em conceito do ponto de vista prático, enfatiza o advogado”.

 

Segundo Pedro Henrique, o abuso sexual ocorre toda vez que o agente/adulto utiliza a vítima menor para satisfação sexual dele ou de uma outra pessoa, isso pode se dar quando o criminoso submete a vítima a prática de uma relação ou faz com que ela presencie esse ato. “Atualmente, uma modalidade de abuso sexual que vem se notabilizando negativamente é crime por meio eletrônico que, através da internet, os criminosos difundem, divulgam e propagam vídeos de conteúdo explícito de crianças submetidas a abusos sexuais” explicou.

 

Já a exploração sexual, segundo ele, é quando a vítima é utilizada, explorada sexualmente em troca de uma remuneração, benefício ou recompensa qualquer. “Aí temos o exemplo de crianças e adolescentes que se sujeitam a prática da atividade sexual em troca de dinheiro, entorpecentes, substancias ilícitas como maconha, cocaína. Mas é importante ter em mente é que seja na hipótese da exploração ou abuso sexual, a criança ou adolescente, mesmo não participando do ato a que submetida, ela sempre tem que ser encarada como vítima, por que a lei entende que ela não tem discernimento para consentir com a prática de relações sexuais, pontuou”.

 

Segundo a psicóloga do CREAS, Dra. Leydiani Cláudia, independente da forma de abuso ou de exploração sexual, sempre haverá traumas que podem ser irreversíveis.

 

A psicóloga abordou sobre como identificar possíveis sinais de abuso sexual em crianças e adolescentes, quais as consequências a curto e a longo prazo da violência sexual na infância, o que o pais podem fazer em caso de suspeita de violência sexual e como os pais podem ajudar a criança ou adolescente a se proteger do abuso sexual.

 

A Presidente do Conselho Tutelar de Jaicós, Leonice Nascimento, destacou que denunciar é fundamental para garantir a proteção de crianças e adolescentes. Ela reforça que a omissão é crime.

 

“Esta data é mais um momento para lembrar a importância da denúncia contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. Qualquer mudança de comportamento, qualquer sinal que a família, a população perceberem, não devemos ser omissos, pois a omissão também é crime. Denuncie através do Disque 100, que é uma central para denúncia acerca de direitos humanos. Essa central entra em contato direto com o Ministério Público e outros órgãos responsáveis, ou acione o Conselho Tutelar”, frisou a conselheira.

 

Para denunciar, a população também pode entrar em contato direto com o CREAS, através do número 99932 8858 ou mesmo pelo Conselho Tutelar pelo número 999841934.

 

Todas as denúncias são mantidas em sigilo absoluto, resguardando sempre a figura do denunciante.

 

Da ASCOM